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O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (20) que foi quem denunciou os empresários investigados na Operação Stop Hate após se sentir "agredido" por publicações disseminadas nas redes sociais.
A Operação Stop Hate foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta, em Rondonópolis, para investigar um grupo suspeito de promover ataques virtuais contra autoridades públicas por meio de perfis nas redes sociais. Além de Max, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, também está entre as vítimas dos ataques investigados.
Os empresários Juliana Guimarães e Ricardo Ribeiro foram os alvos da ação. Eles são acusados de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada.
Segundo Max, os conteúdos ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram crimes.
“Fiz a denúncia porque me senti agredido. [...] Não posso aceitar que qualquer pessoa, por mera intenção de tentar me prejudicar a mando não sei de quem, venha me atacar", disse o deputado em conversa com a imprensa.
"Toda vez que acontecer isso, vou procurar o meu direito”, acrescentou.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e medidas cautelares com base em investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
Ao comentar o caso, Max se mostrou preocupado com os ataques aos políticos e autoridades desferido por grupo de criminosos. Segundo ele, esse tipo de ataque ultrapassa os limite da crítica a uma pessoa pública.
"Tem muita gente que não gosta do deputado Max, não gosta do meu mandato, do meu trabalho. Legal. Critique esse mandato, procure acompanhar, fiscalizar, estar em cima. Mas jamais com ataques pessoais. Infelizmente, a gente teve que tomar essa medida e faremos toda vez que vier com inverdades”, afirmou.
“Os meios digitais, internet, redes sociais não são um território livre para você falar o que quiser e de quem você quiser falar”, disse.
Outras vítimas
Max ainda revelou que a situação com seu nome não foi um caso isolado. Ele explicou que o grupo atuava difamando diversas autoridades, o que, para ele, teria agravado ainda mais a situação.
“Se fosse só eu, mas não, tem membro da Polícia Federal, que foi da mesma forma atacado porque tinha outros problemas e a pessoa não aceitou. Prefeitos, secretários”.
Operação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Stop Hate para cumprir cinco ordens judiciais no âmbito de investigações que apuram os crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo da cidade. Os ataques foram praticados por meio das redes sociais.
O cumprimento das ordens judiciais é coordenado por equipes da DRCI e conta com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
O termo em inglês “Stop Hate” significa literalmente “pare o ódio”. Nas redes sociais, é utilizado como lema de um movimento global de conscientização, cujo objetivo é combater o discurso de ódio (hate speech) e a disseminação de informações falsas (fake news) na internet.

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