A Prefeitura de Santo Antônio de Leverger ingressou com um pedido de suspensão de liminar perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão judicial que paralisa as atividades de duas mineradoras no município, que estaria causando impacto na economia local, deixando de circular quase R$ 50 milhões no comércio da cidade só nos últimos 3 meses.

O Executivo local argumenta a necessidade urgente de ‘prevenir grave lesão à ordem e à economia pública municipal’, defendendo a retomada das operações sob salvaguardas ambientais para conter o risco de desorganização social. Segundo o recurso assinado pela ProcuradoriaGeral do Município, a interrupção das atividades já dura quatro meses e afeta diretamente os empregos e a circulação de riquezas.

O documento aponta que o faturamento comercial registrado da cadeia produtiva soma ‘R$ 48.194.374,18 na coluna relativa às notas fiscais’, evidenciando a dimensão do impacto econômico sobre o comércio local e os fornecedores regionais. Além disso, a prefeitura cita estimativa do setor extrativo indicando que as mineradoras geraram uma ‘projeção de R$ 23.684.702,30 referente aimpostos totais’.

Para a prefeitura, a manutenção do bloqueio expõe a cidade a um cenário crítico. "A ameaça à estabilidade socioeconômica municipal possui suporte documental que ultrapassa a mera alegação de prejuízo empresarial", diz trecho do documento.

O município acrescenta que o prolongamento da medida pode deflagrar um ‘verdadeiro caos financeiro e social’, comprometendo o sustento de dezenas de famílias de trabalhadores e a manutenção das políticas públicas de saúde e assistência. A paralisação das empresas Quibrita e Minerpav decorre de uma decisão proferida em 8 de junho de 2026 pela 3ª Vara Federal Cível de Mato Grosso, no âmbito de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Atendendo aos pedidos do MPF, a Justiça Federal determinou que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) suspendesse as licenças ambientais vigentes até a conclusão dos estudos técnicos e das oitivas da comunidade tradicional. O município, porém, pede ao STF uma solução intermediária com o funcionamento condicionado das empresas para manter a renda e o abastecimento de brita na região metropolitana.

Fonte: PABLO RODRIGO A Gazeta